Cem trabalhadores informais que atuaram no carnaval de Salvador foram resgatados por auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) por condições análogas à escravidão. Segundo a pasta, tanto a prefeitura de Salvador quanto a Ambev, empresa responsável pela contratação desses vendedores, foram notificadas no dia 12 de março.
Esses trabalhadores tinham contratos com a prefeitura e com a Ambev, conforme a investigação. Durante o evento, de acordo com as denúncias, eles ficaram expostos em condições precárias, sem acesso a higiene e sendo forçados a trabalhar por longas horas, além de terem sido obrigados a pernoitar nas ruas, o que caracteriza o trabalho análogo ao de escravo.
Em razão dessas circunstâncias, o MTE acredita que os trabalhadores têm direito a receber três parcelas do Seguro Desemprego.
A prefeitura de Salvador, por sua vez, informou que ainda não foi formalmente autuada pelo MTE. Em comunicado oficial, destacou que os vendedores ambulantes recebem cestas básicas, kits de higiene e têm a opção de deixar seus filhos em centros de acolhimento. [Leia a nota completa ao final do texto]
A Ambev, por sua vez, declarou que, assim que soube da notificação, forneceu todos os esclarecimentos e a documentação exigida pelo MTE. [Confira a resposta completa da empresa ao final do artigo]