Publicidade

STF manda apurar se governo Bolsonaro cometeu crimes contra povo Yanomami

80

Publicidade

Foto Reprodução/

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) apure se houve genocídio, desobediência e crimes ambientais cometidos na Terra Yanomami, em Roraima, com participação do governo de Jair Bolsonaro (PL). Também deverão fazer parte da investigação, por determinação do magistrado, o Ministério da Justiça e Segurança Pública e a Superintendência Regional da Polícia Federal

A região teve estado de emergência em saúde pública decretado em razão da desnutrição infantil e da disseminação de malária. “Os documentos em questão [anexos ao processo] sugerem um quadro de absoluta insegurança dos povos indígenas envolvidos, bem como a ocorrência de ação ou omissão, parcial ou total, por parte de autoridades federais, agravando tal situação”, afirma Barroso na decisão.

Entre os fatos a serem investigados, estão “indícios de alteração do planejamento no momento de realização da Operação Jacareacanga, pela Força Aérea Brasileira – FAB, resultando em alerta aos garimpeiros, quebra de sigilo e inefetividade da iniciativa”.

Além disso, o ministro destaca a não participação das Forças Armadas em operação previamente organizada em conjunto com a Polícia Federal sob a alegação de deficiência orçamentária há três dias da data agendada, “comprometendo o planejamento e a efetividade da intervenção, bem como a segurança dos servidores e equipamentos públicos utilizados pela Polícia Federal”.

Barroso pede também que seja explicada a “retirada irregular (e aparentemente não explicada) de 29 (vinte e nove) aeronaves ligadas ao garimpo ilegal e apreendidas pela Polícia Federal de seu local de depósito, posteriormente avistadas em operação, a despeito da existência de ordem judicial de destruição dos bens apreendidos”, entre outros indícios dos crimes. O R7 ainda não conseguiu contato com os advogados de Bolsonaro.

O grupo terá 60 dias para concluir os trabalhos e surge dias após a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Terra Indígena Yanomami. O chefe do Executivo federal esteve no local, que abriga cerca de 30 mil indígenas, em Roraima, e disse que vai atuar para interromper o garimpo ilegal, além de anunciar que a Polícia Federal vai investigar crimes ambientais na região.

Compartilhe:

Publicidade

Mais Lidas

Profissionais de saúde do município participam ......

16 de abril de 2026

10

Turismo da Bahia mantém crescimento contínuo, a......

16 de abril de 2026

11

Inmet alerta para perigo de chuvas intensas par......

16 de abril de 2026

8

Ex-presidente do BRB acertou propina de R$ 146 ......

16 de abril de 2026

6

Publicidade

News Letter

Cadastre-se em nossa News Letter e receba as notícias e artigos.

Publicidade