A população de Salvador amanheceu nesta sexta-feira (22) diante de um dos maiores caos no transporte público dos últimos anos. Os rodoviários confirmaram greve geral por tempo indeterminado após o fracasso nas negociações entre o sindicato da categoria e os empresários do setor.
A paralisação começou oficialmente à 0h01 e afeta diretamente milhares de trabalhadores, estudantes e usuários do sistema de transporte coletivo da capital baiana. A decisão foi tomada em assembleia realizada na quinta-feira (21), após mais uma rodada de mediação no Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5) terminar sem acordo.
Segundo o Sindicato dos Rodoviários, a categoria reivindica reajuste salarial com ganho real, aumento do ticket alimentação, redução da jornada de trabalho para seis horas, melhores condições de trabalho e implantação de benefícios como participação nos lucros e estabilidade pré-aposentadoria.
A greve provocou longas filas nos pontos de ônibus, corridas por transporte alternativo e aumento no fluxo do metrô logo nas primeiras horas da manhã. Muitos passageiros recorreram a aplicativos de transporte, mototáxis e ao sistema complementar para tentar chegar ao trabalho.
A Justiça do Trabalho chegou a discutir a circulação de uma frota mínima para reduzir os impactos da paralisação, mas o clima entre trabalhadores e empresários segue tenso. O Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Salvador (Seteps) afirma que tenta evitar prejuízos maiores para a população e manter as negociações abertas.
Nas redes sociais, o assunto rapidamente virou um dos mais comentados do dia em Salvador. Internautas relatam dificuldade para chegar ao trabalho, congestionamentos e lotação em estações de metrô da capital.
A Prefeitura e a Secretaria de Mobilidade acompanham a situação e estudam medidas emergenciais para minimizar os impactos da paralisação no deslocamento da população. Até o momento, não há previsão para o fim da greve.