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Robinson Almeida culpa Trump e Bolsonaro por alta nos combustíveis ao lembrar da privatização da RLAM no governo passado

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Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação Final(CCJ), da Assembleia Legislativa da Bahia, o deputado Robinson Almeida (PT) responsabilizou as vendas de ativos estratégicos da Petrobras, como a antiga BR Distribuidora e a Refinaria de Mataripe, na Bahia, durante o governo do ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro (PL), pela alta recorrente no preço dos combustíveis no Brasil, especialmente em momentos de crises externas, como a guerra no Oriente Médio envolvendo Irã, Israel e os Estados Unidos. Na Bahia, em regiões como Porto Seguro, por exemplo, o litro da gasolina já ultrapassa R$ 7. Segundo o parlamentar, as decisões adotadas no governo passado enfraqueceram a capacidade do país de intervir no mercado e deixaram a economia brasileira mais exposta às oscilações internacionais, como na guerra provocada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, contra o Irã.

 

“O governo Bolsonaro desmontou instrumentos estratégicos do país que garantiam estabilidade nos preços dos combustíveis. Vendeu a BR Distribuidora, abriu mão da refinaria de Mataripe e, com isso, enfraqueceu a capacidade da Petrobras de atuar na cadeia de abastecimento. O resultado é que hoje o Brasil está mais vulnerável às crises externas e às variações do mercado internacional”, declarou. “O preço na bomba dos combustíveis é mais uma herança maldita de Bolsonaro e do liberalismo para o povo brasileiro”, continuou.

 

Segundo o parlamentar, a privatização da BR Distribuidora, concluída em julho de 2019, representou uma mudança estrutural no setor de combustíveis. Com o controle majoritariamente privado da empresa responsável por grande parte da distribuição no país, o Estado perdeu instrumentos importantes para influenciar a formação de preços e garantir que reduções nas refinarias cheguem ao consumidor final.

 

Outro ponto criticado pelo petista é a venda da refinaria baiana de Mataripe, a Landulpho Alves, concluída em 2021 para o fundo de investimentos Mubadala Capital, de Abu Dhabi. Para ele, a operação retirou do país um ativo estratégico para a política energética e para o abastecimento regional.

 

“A refinaria de Mataripe sempre foi um ativo fundamental para a Bahia e para o Nordeste. Ao vendê-la para um fundo estrangeiro, a preço de banana, o governo Bolsonaro entregou uma estrutura estratégica da nossa economia e abriu espaço para que os preços passem a seguir exclusivamente a lógica internacional do petróleo”, criticou.

 

Robinson Almeida também defendeu que o Brasil retome uma política energética voltada à soberania nacional e à proteção da população e da economia brasileira contra oscilações do mercado global.

 

“O país precisa recuperar instrumentos de planejamento e regulação no setor de energia. Combustível não é uma mercadoria qualquer; ele impacta o transporte, os alimentos e toda a cadeia produtiva. Quando se entrega esse controle ao mercado, quem paga a conta é o povo brasileiro”, finalizou.

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