O líder da bancada de oposição na Câmara Municipal de Salvador (CMS), vereador Randerson Leal (Podemos) voltou a cobrar celeridade na expansão das motofaixas exclusivas nas principais avenidas da cidade. Autor do projeto que deu origem à Lei Municipal 9.841/2025, Leal apresentou números expressivos sobre a eficácia da “faixa azul” implantada na Avenida Mário Leal Ferreira (Bonocô), porém, o edil elevou o tom contra a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), órgão federal sediado em Brasília que estaria travando a ampliação do sistema.
“Em um ano de implantação da faixa azul na Bonocô, conseguimos a redução de quase 70% do número de acidentes e, mais ainda, estamos comemorando o resultado de nenhuma morte envolvendo motociclistas na avenida”, declarou ao sinalizar que o sucesso da política pública justifica sua imediata extensão para outras vias de grande fluxo.
A ideia inicial previa a instalação das motofaixas em corredores críticos como as avenidas Paralela, Antônio Carlos Magalhães (ACM), Luís Eduardo Magalhães, Suburbana (Afrânio Peixoto), Garibaldi e Orlando Gomes. Mas o projeto aprovado estipula que para que a sinalização avance, tenha o aval técnico do Senatran.
Em entrevista à imprensa nesta terça-feira (26), Leal afirmou que viajou pessoalmente à Brasília para tratar do tema e que recebeu uma promessa de liberação para as avenidas ACM e Juracy Magalhães até, no máximo, março deste ano.
“Nós já estamos fechando o mês de maio e, desde então, não estou conseguindo mais contato com o Senatran. Tem mais de seis meses que tenho conversado e eles não deram a autorização”, acrescentou.
Em função do silêncio de Brasília, Leal estipulou um prazo limite para o órgão federal se manifestar. Caso não receba uma resposta oficial até a próxima semana, o parlamentar promete protocolar uma alteração na lei municipal para retirar a necessidade de chancela federal, descentralizando a decisão para o âmbito municipal.
“Vou esperar até a semana que vem. O Senatran não dando um retorno, eu vou entrar com um projeto de lei para retirar da Lei 9.841 o artigo que dá exclusividade a eles para autorizar a implantação”, continuou.
O objetivo do edil é transferir a prerrogativa de aprovação e execução integral para a Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador).
“Quando dá resultado, quando a gente preserva e salva vidas, nós temos que trabalhar o mais rápido possível. Vamos deixar especificamente para a Transalvador, que é o órgão que cuida do trânsito da nossa cidade, a função de autorizar e executar a ampliação da faixa azul”, finalizou.