O mutirão da saúde realizado neste fim de semana pela Prefeitura de Sapeaçu acontece em meio ao aumento das críticas sobre a situação financeira e administrativa do município.
Embora a gestão apresente a ação como forma de ampliar atendimentos, moradores e lideranças políticas afirmam que o mutirão não resolve problemas enfrentados diariamente pela população, como falta de médicos, dificuldade para exames e denúncias sobre postos de saúde funcionando parcialmente ou fechados.
Nos bastidores, servidores e opositores também questionam a situação financeira da prefeitura. Um servidor, que preferiu não se identificar, afirmou que uma única empresa terceirizada estaria concentrando grande parte dos recursos do município, chegando, segundo ele, a consumir cerca de 95% do FPM. A informação não foi oficialmente comprovada pela gestão.
Procurada, a prefeitura afirmou que muitos contratos ainda são remanescentes da administração anterior e que dificuldades financeiras têm afetado a capacidade de investimentos.
Mesmo assim, cresce a insatisfação popular. Moradores relatam atrasos salariais, comércio enfraquecido, reformas de escolas inacabadas e ausência de obras importantes no município.
Outro comentário frequente nas ruas é a mudança de postura do prefeito. Segundo moradores, durante a campanha ele mantinha forte presença popular. Hoje, porém, parte da população afirma sentir distância entre a gestão e os problemas da cidade.
Em meio às críticas, muitos moradores fazem comparações com a gestão do ex-prefeito Dr. George, lembrado por parte da população pela proximidade com os moradores e atuação na área da saúde.
Enquanto o mutirão tenta reduzir a pressão sobre a rede municipal, a população segue cobrando soluções definitivas para os problemas da saúde, da economia e da infraestrutura da cidade.