Salvador, 13 de outubro de 2026 – O cantor baiano Netinho, uma das vozes mais emblemáticas do axé music, morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos, em Salvador (BA). O artista estava internado para tratamento contra um linfoma não Hodgkin, câncer que afeta o sistema linfático.
Em nota oficial lançada pela assessoria do artista, a família destacou a serenidade e a gratidão do cantor nos últimos meses de vida:
“Partirei feliz, realizado, pois a vida me deu muito mais do que eu sonhei. Levarei comigo o sorriso de cada fã que foi feliz com a minha arte” — declarava o artista durante o tratamento.
Trajetória e o Fenômeno “Milla”
Nascido em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, em 12 de julho de 1966, Ernesto de Souza Andrade Júnior, o Netinho, iniciou sua carreira na música na década de 1980. O estouro nacional veio à frente da Banda Beijo, onde emplacou sucessos e se tornou um dos precursores da expansão do axé music pelo Brasil.
Em carreira solo, atingiu o topo das paradas nos anos 1990. O álbum Netinho ao Vivo! (1997) vendeu milhões de cópias e eternizou hinos carnavalescos como:
.”Milla” – Seu maior hit, regravado e cantado em todo o país.
- ​“Beijo na Boca”
- ​“Preciso de Você”
- ​“Menina”Histórico de Saúde
Nos últimos anos, o cantor enfrentou desafios complexos de saúde. Em 2013, o artista sofreu AVCs e problemas decorrentes de complicações hepáticas que o afastaram dos palcos por um longo período.
Em março de 2025, Netinho foi diagnosticado com linfoma não Hodgkin após sentir fortes dores e limitações de mobilidade. Desde então, vinha realizando sessões de quimioterapia e mantinha seus seguidores atualizados nas redes sociais sobre o andamento da terapia.
Despedida e Homenagens
O velório e as cerimônias de despedida do cantor serão restritos a amigos e familiares próximos. A família pediu serenidade e respeito à privacidade neste momento de dor.
​Nas redes sociais, fãs, artistas e personalidades da música baiana e da cultura brasileira prestam homenagens ao legado inesquecível construído por Netinho ao longo de quatro décadas de carreira.
Artista baiano estava internado em Salvador e lutava contra um linfoma não Hodgkin; assessoria confirmou o falecimento nesta terça-feira (13)