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Em Salvador, vereador eleito suspeito de integrar esquema que desviou milhões de recursos públicos, se entrega à PF

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Foto: Reprodução/

 vereador eleito na cidade de NazaréJunior Figueiredo (PSDB), vereador eleito na cidade de Nazaré, se entregou na sede da Polícia Federal, em Salvador, nesta quarta-feira (11). Ele é suspeito de integrar a organização criminosa acusada de desvios milionários em recursos públicos. Segundo a Receita Federal, a organização criminosa usava um esquema estruturado para direcionar recursos públicos de emendas parlamentares e convênios para empresas e indivíduos ligados a administrações municipais. O grupo teria movimentado aproximadamente R$ 1,4 bilhão.

Junior Figueiredo era considerado foragido, pois não foi localizado na terça (10), quando os agentes deflagraram a Operação Overclean. A equipe de defesa do empresário e político negociou a rendição após uma câmera do sistema de reconhecimento facial flagrá-lo dirigindo por Salvador.

“Pelas conversas analisadas, ocorridas no mês de dezembro de 2023, ficou demonstrado que ele possui forte influência na administração da referida municipalidade, ‘ao ponto de dar ordem para pagamento’ relacionado ao contrato firmado entre o Fundo Municipal de Saúde e a sociedade empresária PAP SAÚDE AMBIENTAL EIRELI, gerida, de fato, por Alex Parente (ID 2158815437 – p. 92/114)”, diz um trecho da decisão.

 

Dinheiro apreendido com um dos alvos da operação — Foto: Polícia Federal

Dinheiro apreendido com um dos alvos da operação — Foto: Polícia Federal

organização criminosa suspeita de promover esses desvios milionários “atua de forma sistemática e coordenada pelo menos desde 2021”, conforme descrito na decisão judicial que determinou a prisão preventiva dos investigados. Desse total, pelo menos 16 pessoas foram presas na Bahia, em São Paulo e em Goiás.

A decisão assinada pelo juiz federal Fábio Moreira Ramiro, da 2ª Vara Federal de Salvador, mostra que a investigação nasceu para apurar infrações penais no pregão eletrônico 3/2021, do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS). O anúncio em questão foi divulgado para contratar serviços comuns de engenharia para obras em estradas vicinais.

“Entretanto, o aprofundamento das investigações demonstrou a existência de uma organização criminosa dirigida pelos irmãos Alex Rezende Parente e Fábio Rezende Parente, [e por] José Marcos de Moura e Lucas Maciel Lobão Vieira”. Esses quatro formam o “núcleo central da organização”, conforme apontado pela Polícia Federal.

Alex é descrito como o grande coordenador do esquema, suspeito de negociar diretamente com servidores públicos.

 Fábio seria o executor financeiro da organização.

 Lucas é suspeito de financiar as atividades ilícitas, já que atuava no DNOCS e favorecia as empresas nos bastidores — ele foi destituído do cargo de coordenador estadual no órgão, em setembro de 2021, após um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) apontar sobrepreço estimado em R$ 192.309.097,16 na compra de 470 mil reservatórios de água de polietileno.

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