Em entrevista à rádio Baiana FM nesta terça-feira(7), o ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato a Senador, Rui Costa (PT), classificou como “frágil” o argumento do ex-prefeito de Salvador e pré-candidato a Governador da Bahia, ACM Neto (União Brasil), para justificar o dinheiro recebido pelo Banco Master.
Na ocasião, o petista defendeu as investigações envolvendo os negócios da instituição criada pelo banqueiro Daniel Vorcaro e cobrou mais explicações do ex-chefe do Palácio Thomé de Souza.
“Sou a favor de toda a apuração seja do Banco Master ou com qualquer outra apuração, e defendo que as pessoas tenham o direito democrático, legal de se defender, apresentar sua versão. Nessa coisa do Master, aqui na Bahia, até agora, apareceram duas relações, uma delas com o ex-prefeito ACM Neto, que recebeu R$ 5 milhões. Eu vi na última entrevista que ele alegava que, naquele momento, ele não tinha cargo público. Então, me parece um argumento frágil. Eu hoje exerço cargo público? Não. Então eu posso receber R$ 5 milhões do Master? Esse não pode ser considerado um grande argumento”, declarou
O outro nome da Bahia envolvido com o Master é o do senador e pré-candidato a reeleição Jaques Wagner (PT), que foi alvo da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes financeiras envolvendo o banco.