Em entrevista à TV Baiana, o líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT), rebateu as críticas sobre o tempo de permanência do Partido dos Trabalhadores (PT) no comando da Bahia. O petista declarou que o grupo político liderado por ele não “envelheceu” e se diferencia da oposição, liderada pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), pela diversidade interna e pelo fortalecimento dos partidos aliados.
“O pessoal fica dizendo: ‘Ah, tem 19 anos’. Nós temos 19 anos, mas a gente não envelheceu. Não envelhece porque aqui não tem dono do grupo”, declarou.
O ex-chefe do Palácio de Ondina ressaltou que cada governador imprimiu sua própria identidade à gestão estadual. “Quando Rui sentou na cadeira, a cara do governo era a cara de Rui. Agora, Jerônimo sentou na cadeira, é a cara de Jerônimo”, acrescentou.
O senador aproveitou a oportunidade para fazer críticas indiretas ao campo oposicionista, que, de acordo com ele, permanece centralizado em uma única liderança. “Do lado de lá, todo mundo reza a cartilha de um só. Sempre foi assim. É por isso que envelhece”, continuou.
Antes de finalizar, Wagner fez questão de ressaltar o crescimento das siglas que integram a base governista. “Tenho orgulho de dizer que todos os partidos do nosso agrupamento cresceram: PSD, PSB, PCdoB, PV. Me diga qual foi o partido do lado de lá que cresceu”, provocou.