Líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), voltou a defender o endurecimento das políticas de enfrentamento à violência contra a mulher e condenou de forma enfática o feminicídio, ao comentar o avanço desse tipo de crime no país. Em entrevista à Rádio Baiana FM nesta terça-feira (27), o parlamentar alinhou seu discurso às falas recentes do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e conceituou o fenômeno como expressão de uma crise civilizatória e de valores e como uma ruptura profunda dos princípios democráticos e sociais.
“Quero repetir as palavras do presidente Lula: ‘se você é homem que agride mulher, então eu não quero o seu voto. É um absurdo, uma covardia. Estamos numa quadra civilizatória bem complicada. O feminicídio é um braço dessa perda de valores, da falta de respeito”, declarou.
De acordo com o ex-chefe do Executivo baiano, o enfrentamento ao problema exige uma estratégia combinada entre educação social e repressão penal. Segundo ele, campanhas públicas de conscientização devem caminhar junto com o fortalecimento das punições.
“As campanhas são uma forma de conscientizar e a outra é o aumento da punição de casos de feminicídio, que acontecem muitas vezes dentro de casa”, acrescentou. Antes de finalizar, o petista fez questão de expressar solidariedade institucional e política às vítimas. “Eu sou totalmente solidário à causa”, concluiu.