Líder da bancada de oposição na Câmara Municipal de Salvador (CMS), o vereador Randerson Leal (Podemos), rechaçou as críticas feitas pelo ex-prefeito de Salvador e pré-candidato a governador da Bahia, ACM Neto (União Brasil), e pelo prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), que têm questionado o projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e afirmado que a estrutura tem servido como “varal” para moradores estenderem roupas.
Durante vistoria às obras do VLT, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, no final de semana, Leal criticou declarações sobre mobilidade urbana sem citar nominalmente os adversários em parte da fala e defendeu as obras executadas pelo Governo do Estado, afirmando que o VLT representa uma mudança histórica no transporte da capital baiana.
“Tem candidato que disse que resolveria o problema da mobilidade de Salvador em três meses. Não resolveu em oito anos como prefeito e agora diz que faria em três meses. O povo sabe quem trabalhou e quem não trabalhou”, declarou.
O edil ainda aproveitou a ocasião para criticar o sistema de transporte por ônibus de Salvador, citando veículos sucateados, falta de ar-condicionado e os subsídios destinados ao setor.
“A população ainda recebe ônibus sucateados, sem ar-condicionado e, mesmo com subsídios milionários aprovados pela Câmara, continua enfrentando dificuldades no transporte público”, continuou.
Para defender sua tese em relação ao VLT, ele disse que o equipamento será um marco para a mobilidade de Salvador, integrando diferentes regiões da cidade e reduzindo o tempo de deslocamento da população.
“O VLT vai ligar a Calçada, passar pela Avenida Suburbana, chegar à nova Rodoviária, seguir pela Avenida 29 de Março até Orlando Gomes e Piatã. Será possível cortar Salvador em pouco mais de 20 ou 30 minutos. Essa é a transformação que o Governo do Estado está entregando ao povo”, acrescentou.
Ao responder às críticas dos oposicionistas de que o VLT seria uma “fake news”, Leal elevou o tom. “Disseram que o VLT é fake news. Se isso é fake news, eu não sei mais o que é obra concreta. O povo está vendo. Fake news é quem não quer acreditar no que está sendo entregue. Isso, sim, é negacionismo”, concluiu.