O ex-governador da Bahia e ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), rebateu às recentes declarações do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), que criticou a gestão do PT na Bahia relacionando-a ao aumento da violência.
Em entrevista à imprensa durante inauguração da Nova Rodoviária de Salvador nesta segunda-feira (19), o petista disse que o debate eleitoral de 2026 servirá para expor o que chamou de “cultura da violência” impressa pela família Bolsonaro no Brasil e rechaçou a tese do filho do ex-mandatário do país argumentando que o atual cenário de insegurança no país é, em parte, herança de políticas que incentivaram o armamento da população e a apologia à força.
“Todos sabem o quanto eles contribuíram, inclusive, para o aumento da violência contra a mulher. O Brasil hoje está tentando corrigir isso com novas leis e mobilização popular”, declarou.
O ex-chefe do Palácio de Ondina também criticou o simbolismo que é utilizado por lideranças da direita, citando o ato de ensinar crianças a fazerem sinais de armas com as mãos como um exemplo negativo de formação cultural.
Ainda de acordo com o ministro, as críticas de Flávio à Bahia carecem de fundamento e servem apenas como “balão de ensaio” eleitoral. Ele sugeriu que o senador deveria elevar o nível do debate se pretende ser levado a sério como alternativa ao Palácio do Planalto.
“Se ele tiver vontade de ser presidente, acho que tem que parar de falar bobagem e falar alguma coisa séria para ver se o povo passa a acreditar neles”, finalizou.