Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação Final (CCJ) da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), o deputado estadual Robinson Almeida (PT) rechaçou nesta quinta-feira (9), as declarações do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), que voltou a “atacar” o Governo da Bahia ao cobrar um suposto débito de R$ 26 milhões relacionado aos serviços do SAMU e da Casa da Mulher Brasileira. De acordo com o petista, o prefeito tenta criar uma narrativa para desviar a atenção dos problemas da própria gestão e da falta de resultados em áreas essenciais da capital.
“Nem o prefeito Bruno Reis acredita na mentira que ele conta. Basta olhar para Salvador para enxergar a quantidade de investimentos realizados pelo Governo do Estado nas últimas décadas. As maiores transformações urbanas, na mobilidade, na saúde, na educação e na infraestrutura da capital foram lideradas pelo Estado. Agora, diante do desgaste da sua gestão, ele tenta criar uma cortina de fumaça para esconder o fracasso administrativo e antecipar o debate eleitoral”, declarou.
O parlamentar ressaltou que o Governo da Bahia foi responsável por empreendimentos que mudaram a dinâmica da cidade, como a implantação do Metrô de Salvador, a construção da Nova Rodoviária, o VLT do Subúrbio, os complexos viários da Rótula do Abacaxi e do Aeroporto, a Via Expressa Baía de Todos-os-Santos, além das avenidas 29 de Março, Gal Costa, Pinto de Aguiar e Orlando Gomes. Robinson também lembrou da construção dos principais viadutos da Avenida Paralela e da duplicação da Estrada do Derba, obras que ampliaram a mobilidade urbana da capital.
“Agora imagine Salvador sem esses investimentos estruturantes feitos pelos governos do PT. A verdade é que Bruno Reis abandonou Salvador para fazer campanha para o seu chefe político e, no desespero, adotou a velha tática de espalhar desinformação. Em vez de explicar por que a cidade continua com tantos problemas, tenta transferir a responsabilidade para o Estado”, acrescentou.
Na avaliação de Almeida, a cobrança pública feita pelo chefe do Palácio Thomé de Souza sobre recursos do SAMU e da Casa da Mulher Brasileira faz parte da estratégia de alimentar o confronto político para esconder os problemas da administração municipal.
“Quem governa resolve os problemas pela via institucional. Quem está em campanha transforma qualquer assunto em palanque. Bruno Reis deveria estar preocupado em ampliar a cobertura da atenção básica, garantir médicos especialistas, abastecer os postos de saúde com medicamentos e enfrentar os graves problemas da educação infantil”, concluiu.