Esta será a primeira vez que uma final de Copa do Mundo reunirá os atuais campeões da Eurocopa e da Copa América. Em quase 100 anos de história do torneio, isso jamais havia acontecido. Historicamente, as seleções campeãs dos dois continentes deveriam se enfrentar na chamada Finalíssima, para definir a melhor equipe. Entretanto, a partida, marcada para março, foi cancelada devido a impasses envolvendo datas e local, agravados pelos conflitos no Oriente Médio.
Mas o destino quis que as duas seleções chegassem à final da Copa do Mundo e protagonizassem esse confronto decisivo em uma competição de muito mais peso e prestígio.
Na história, quem leva a melhor nos confrontos decisivos são os sul-americanos, com aproveitamento de 72% sobre os europeus. O índice foi construído nos 11 confrontos diretos entre os continentes, com oito vitórias das seleções da Conmebol.
Três dessas vitórias foram da Argentina — contra Holanda (1978), Alemanha (1986) e França (2022) —, mas a vantagem é impulsionada pelo Brasil, que soma cinco vitórias em seis decisões diante de europeus:
Suécia (1958)
Tchecoslováquia (1970)
Itália (1994)
Alemanha (2002)
As seleções europeias levaram a melhor em apenas três finais. Em 1990 e 2014, a Alemanha derrotou a Argentina. Já em 1998, a França superou o Brasil.