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Inteligência Artificial Encontra a Sabedoria Ancestral: “PatrIA”, um Novo Projeto na Bahia

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Depois de mais de 5 anos fora do Brasil, o arquiteto capixaba, professor e pesquisador Bruno Amaral de Andrade “repatriou” do Porto, em Portugal, para assumir uma oportunidade única e extraordinária: o CNPq está chamando mentes, corpos e corações devolta ao jogo – e ele aceitei o desafio! Se o futuro é ancestral, o projeto visa moldar aInteligência Artificial com axé, sabedoria tradicional e um toque de dendê baiano. Porque a IA sem terreiro, sem memória e sem comunidade é apenas um algoritmo sem alma, que distorce subjetividades e inventa informações. Dos 566 projetos aprovados pelo CNPq na chamada CNPq/MCTI/FNDCT Nº 21/2024 -Programa Conhecimento Brasil – Atração e Fixação de Talentos, apenas 12 forams elecionados na UFBA, dentre eles, o projeto PatrIA. Depois de passagens na University College Dublin (Irlanda), onde trabalhou com adaptação climática em região de estuário no norte de Dublin sofrendo com erosão costeira, inundações e destruição de casas devido à subida do nível do mar; na universidade Técnica de Delft (Holanda), onde trabalhou naCátedra UNESCO de Patrimônio e Valores, e mais recentemente na UniversidadePortucalense (Portugal), onde trabalhou como consultor do ICOMOS em análise de candidaturas a patrimônio mundial, retorna ao Brasil.

Com um investimento de mais de 1 milhão de reais, o projeto original “(PatrIA) Proteger o Passado para Salvaguardar o Futuro: Aplicações de Inteligência Artificial na Gestão doPatrimônio Cultural Face aos Riscos Climáticos Extremos”, será desenvolvido na Universidade Federal da Bahia (UFBA).

O objetivo é imaginar o futuro da gestão dopatrimônio cultural, unindo tecnologias, modelos e aplicações de Inteligência Artificial aopoder ancestral afro-brasileiro, explorando os limites e possibilidades das composições maisque humanas nos âmbitos da racionalidade, da cronopolítica, da ética e da estética.

Os algorítmos de tempo e de memória não se restringem a proteger edifícios de chuvas torrenciais, plantas medicinais da seca, festas de deslizamentos de terra ou rituais do calorextremo. Trata-se de garantir que a IA aprenda com aqueles que sempre souberam como sobreviver ao improvável e se adaptar ao impossível: os povos e comunidades tradicionais.

O desafio do projeto reside em integrar práticas de preservação com estratégias deadaptação climática, superando as limitações dos métodos tradicionais que frequentementefalham em capturar a complexidade de valores e atributos excepcionais da arquitetura emodos de habitar das comunidades tradicionais.

PatrIA será uma IA a serviço daInteligência Coletiva e Ancestral (adeus, alucinações!), desafiando parcialidades edistorções socioculturais. Nossos modelos de significância cultural e de cenários climáticos extremos serão infundidos com a Governança Espiritual, remodelando a racionalidadealgorítmica para transcender as divisões entre cultura-natureza, sujeito-objeto, tangível-intangível e valor-desejo. Quer saber mais? Colaborar? Tem ideias, pesquisas ou a vontade de ajudar a remodelar os agenciamentos maquínicos? Entre em contato @brunoandradearq.

O projeto terá duraçãode 4 anos, e será cooperativo e inclusivo na busca por deixar legados mensuráveis para aadaptação e mitigação dos territórios de povos e comunidades tradicionais de Terreiros,Quilombolas, Ciganos, e Originários. Estamos abertos a parcerias com Instituições deEducaçaõ, de Preservação, Museus, Empresas de IA e de Games, e Comunidades Tradicionais na Bahia, no Brasil e no mundo.

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