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Foto: Divulgação

Comércio de Salvador óde funcionar no domingo de Páscoa a Justiça libera

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Uma reviravolta judicial marcou a véspera do domingo de Páscoa em Salvador. Após uma decisão inicial que proibia o funcionamento do comércio e dos shoppings centers, o Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5) derrubou a liminar e autorizou a abertura dos estabelecimentos neste domingo (5), reacendendo o debate sobre direitos trabalhistas e impactos econômicos na capital baiana.

A controvérsia teve início com o fim da validade da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos comerciários, encerrada em fevereiro. Sem um novo acordo firmado entre patrões e trabalhadores, o sindicato da categoria recorreu à Justiça, conseguindo uma decisão favorável em primeira instância. A medida proibia o uso de mão de obra aos domingos e feriados, sob pena de multa de até R$ 50 mil por estabelecimento.

Diante do impacto direto no setor econômico, entidades representativas do comércio reagiram rapidamente e ingressaram com um mandado de segurança no TRT-5. O argumento central foi de que a legislação brasileira permite o funcionamento do comércio aos domingos, independentemente de convenção coletiva — exigência que se aplica apenas aos feriados.

Ao analisar o caso em regime de plantão, a desembargadora responsável acatou o pedido dos lojistas e fez uma distinção importante: enquanto o trabalho em feriados depende de acordo coletivo, o funcionamento aos domingos é autorizado por lei, desde que respeitadas normas locais. Com isso, a magistrada suspendeu os efeitos da decisão anterior exclusivamente para este domingo de Páscoa.

A decisão, no entanto, tem caráter provisório e excepcional. Isso significa que o impasse jurídico sobre o funcionamento do comércio em outros domingos ainda deverá ser analisado ao longo do processo.

Além do impacto jurídico, o caso evidencia o delicado equilíbrio entre a proteção dos direitos trabalhistas e a necessidade de manutenção da atividade econômica, especialmente em datas estratégicas para o varejo. A Páscoa, tradicionalmente, representa um período de aumento nas vendas, o que reforça o interesse dos lojistas na abertura dos estabelecimentos.

Por outro lado, representantes dos trabalhadores destacam a importância da negociação coletiva como instrumento de garantia de direitos e condições dignas de trabalho, sobretudo em períodos considerados especiais.

O episódio expõe não apenas uma disputa pontual, mas um cenário mais amplo de insegurança jurídica nas relações trabalhistas, especialmente quando acordos coletivos deixam de vigorar. Em Salvador, o desfecho deste caso poderá influenciar futuras negociações entre sindicatos e empresários, além de servir como referência para situações semelhantes em outras cidades do país.

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