Vice-líder da bancada de oposição na Câmara Municipal de Salvador (CMS), a vereadora Aladilce Souza (PCdoB) fez novas críticas voltou a críticas ao reajuste do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), que foi anunciado pelo prefeito Bruno Reis (União Brasil) em dezembro do ano passado.
Segundo o chefe do Palácio Thomé de Souza, o reajuste teve como base o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na ocasião, o prefeito Bruno Reis (União Brasil) justificou o aumento.
De acordo com a vereadora, o reajuste aprofunda a desigualdade social, especialmente com a reclassificação automática dos imóveis.
“A pessoa recebe um carnê em 2025 com mil e pouco de IPTU e, no ano seguinte, com sete mil. É um absurdo. As pessoas ficam sem poder pagar, a inadimplência é altíssima e isso só faz aumentar a desigualdade”, cravou.
A comunista também criticou o que chamou de concentração de renda. Segundo ela, os maiores beneficiados são setores ligados à especulação imobiliária e empresários que recebem incentivos do município.
“Quem lucra com a cidade são aqueles que especulam no setor imobiliário e que recebem benefícios, seja por subsídios ou redução de impostos. Enquanto isso, os mais vulneráveis continuam na vulnerabilidade”, continuou.
A parlamentar ainda fez questão de destacar que o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) enfrenta sérias distorções. “É preciso um PDDU que pense na cidade como um todo, na cultura, na saúde e na educação”, concluiu.