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Fçto: Reprodução, Marcelo Werner

Adolescente que criou perfil fake de secretário de Segurança da Bahia se apresentava como “desenvolvedor de IA para investigações digitais”

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Um caso que chama atenção para os riscos da desinformação nas redes sociais veio à tona na Bahia. Um adolescente é investigado por criar um perfil falso se passando pelo secretário de  Secretário de Segurança Pública do estado (SSP-BA), Marcelo Werner, utilizando a identidade para ganhar credibilidade e se promover como suposto especialista em tecnologia.

De acordo com informações apuradas, o jovem mantinha contas em redes sociais onde se apresentava como “desenvolvedor de inteligência artificial voltada para investigações digitais”. No perfil fake, ele publicava conteúdos sobre segurança, tecnologia e até simulava participação em operações e projetos ligados à área policial, o que ajudava a reforçar a falsa autoridade.

A Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) identificou a fraude após receber denúncias e notar inconsistências nas comunicações atribuídas ao secretário. A investigação aponta que o adolescente utilizava fotos oficiais, linguagem técnica e informações públicas para dar aparência de legitimidade ao perfil.

Especialistas destacam que o uso indevido de identidade de autoridades públicas pode configurar crimes como falsidade ideológica e uso indevido de imagem, além de levantar preocupações sobre o uso da tecnologia — especialmente da inteligência artificial — para enganar e manipular a opinião pública.

O caso também reacende o debate sobre a necessidade de maior vigilância digital e educação midiática, principalmente entre jovens, que muitas vezes têm acesso facilitado a ferramentas tecnológicas avançadas, mas nem sempre compreendem as implicações legais e éticas de seu uso.

A SSP-BA informou que medidas estão sendo tomadas e reforçou o alerta para que a população verifique sempre a autenticidade de perfis oficiais, priorizando canais institucionais e contas verificadas.

O adolescente, por ser menor de idade, deve responder conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), podendo ser submetido a medidas socioeducativas. O caso segue em investigação.

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