26,3 milhões de brasileiros foram vítimas de golpes ou perderam dinheiro pela internet; vereador propõe programa de prevenção em Salvador
Projeto de Randerson Leal quer ampliar educação digital e proteção do consumidor na capital baiana O Brasil enfrenta uma escalada dos crimes de estelionato e das fraudes praticadas no ambiente digital. Diante desse cenário, o vereador Randerson Leal (Podemos), líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador, protocolou o Projeto de Indicação nº 580/2026, que propõe a criação do programa municipal “Consumidor Digital”.
A iniciativa busca estabelecer ações permanentes de educação e prevenção para ajudar consumidores a identificar golpes, proteger seus dados e saber quais canais oficiais procurar em caso de fraude.
Segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, o Brasil registrou 2.261.055 ocorrências de estelionato em 2025, número 429,8% maior que o registrado em 2018. A estatística reúne ocorrências de estelionato em diferentes modalidades, incluindo crimes praticados em ambiente digital.
O mesmo levantamento aponta que 83,2% da população brasileira teme ser vítima de fraude pela internet ou pelo celular. Pesquisa citada no Anuário indica ainda que 15,8% dos brasileiros com 16 anos ou mais foram vítimas de golpe ou perderam dinheiro pela internet ou pelo celular no último ano, o equivalente a 26,3 milhões de pessoas.
Na Bahia, os dados do Procon-BA mostram que os assuntos financeiros também ocupam posição de destaque entre as reclamações de consumidores. Em 2025, foram registradas 17.708 reclamações fundamentadas no estado. Desse total, 6.775 (38,3%) eram relacionadas a assuntos financeiros, enquanto serviços essenciais representaram 19,4% e telecomunicações, 14,2%.
O Projeto de Indicação nº 580/2026 propõe que Salvador utilize estruturas e canais já existentes do município para desenvolver ações de orientação, como campanhas educativas e divulgação de informações sobre prevenção a golpes e proteção do consumidor.
“Se o cidadão usa cada vez mais o celular para comprar, pagar contas e movimentar seu dinheiro, ele também precisa ter acesso à informação para se proteger. A prevenção precisa chegar antes do golpe”, afirma Randerson Leal.