Presidente da Comissão de Constituição e Justiça(CCJ) da Assembleia Legislativa da Bahia(Alba), deputado estadual Robinson Almeida (PT) rebateu, nesta quarta-feira (26), as declarações do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), sobre saúde, educação e gestão estadual. Segundo o petista, o chefe do Palácio Thomé de Souza tenta transformar problemas concretos da capital em discurso eleitoral e transferir para o governador Jerônimo Rodrigues (PT) responsabilidades que são da Prefeitura.
O parlamentar ainda criticou a proposta do “Pix da Saúde”, defendida pelo ex-prefeito e candidato a governador ACM Neto (União Brasil), e classificou a medida como privatista, por destinar recursos públicos para a contratação de serviços na rede privada. O petista também fez duras críticas à gestão municipal da saúde.
“É preciso perguntar por que, depois de tantos anos de gestão do grupo de Bruno Reis e ACM Neto em Salvador, a cidade ainda enfrenta problemas na atenção básica e sobrecarga nas UPAs. Nos postos não tem especialistas, não tem remédios. A cobertura em Salvador é uma das piores do Brasil. Essa é a realidade. ACM Neto e Bruno Reis pertencem ao time que retira dinheiro e impõe o subfinanciamento do SUS, defendem, na prática, é asfixiar o Sistema Único de Saúde, dificultar ainda mais o atendimento público ao destinar recursos em bemeficio da iniciativa privada”, declarou.
Robinson ainda aproveitou a ocasião para criticar a fala de Bruno Reis sobre educação. O prefeito disse que Salvador alcançou 56% de cobertura de creches, liderando o Nordeste e ocupando a quarta posição nacional, além de declarar universalizada a pré-escola na capital.
De acordo com o petista, o chefe do Palácio Thomé de Souza “vive numa realidade imaginária” ao apresentar os indicadores da educação municipal.
“A verdade é que as mães de Salvador não encontram creches públicas para matricular seus filhos e poder ir trabalhar com tranquilidade. Enquanto o Estado garante alimentação escolar digna e de qualidade, nas escolas da rede municipal as crianças têm uma merenda pobre nutricionalmente, o que, certamente, prejudica seu rendimento em sala de aula. Essas são algumas das verdades que Bruno Reis, que virou negacionista, tenta esconder”, concluiu.