Deputado estadual da Bahia Kléber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha, foi condenado a mais de 26 anos de prisão. A sentença foi expedida nesta quinta-feira (9) pela Comarca de Feira de Santana, no interior da Bahia. De acordo com a decisão, Binho Galinha foi condenado a 26 anos e 3 meses por crimes relacionados à posse e ao porte de armas de uso restrito e adulteradas, além de 10 anos e 6 meses de detenção por posse de armas de uso permitido.
Em nota, o advogado de defesa de Binho Galinha, Gamil Foppel, afirmou que o parlamentar é inocente, disse que o réu recebeu a sentença “com absoluta serenidade e com a tranquilidade de quem confia na correção do resultado pelas instâncias superiores” e ressaltou que a decisão não altera a elegibilidade do deputado, que permanece no exercício do mandato e de seus direitos políticos.
Segundo a defesa, as armas encontradas com o deputado estão devidamente registradas e declaradas e “a sentença converteu questões de mera irregularidade documental e de local de guarda em condenação criminal”. A defesa também classificou a sentença como desproporcional e informou que irá recorrer da decisão. (Confira a nota na íntegra ao final da matéria.)
Segundo denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), um acervo de armas de fogo, munições e acessórios foi encontrado na casa de Binho Galinha durante uma busca e apreensão realizada na “Operação El Patrón”, deflagrada em 7 de dezembro de 2023. A operação tinha como alvo uma organização criminosa que atuava como uma milícia na Bahia. O grupo era suspeito de envolvimento com lavagem de dinheiro por meio do jogo do bicho, agiotagem, extorsão, entre outros ilícitos.
A decisão determina ainda que a presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), Ivana Bastos (PSD) seja informada da decisão.
Além de Binho Galinha, outros quatro réus investigados também foram condenados, são eles: Mayana Cerqueira da Silva, esposa do deputado; Kleber Hercylano de Jesus, vulgo “Charutinho”, já falecido; Jackson Macedo Araújo Júnior, vulgo “Macaco”; Roque de Jesus Carvalho e Thierre Figueredo Silva.