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Wagner diz que presença de Zé Coca na chapa de ACM Neto não surtiu o efeito que a oposição imaginava

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Em entrevista à rádio 93 FM nesta quinta-feira (9), o senador e pré-candidato a reeleição Jaques Wagner (PT) minimizou o impacto eleitoral da confirmação do ex-prefeito de Jequié, Zé Cocá, (PP) como candidato a vice-governador na chapa de oposição liderada pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil).  Segundo o petista, a movimentação do adversário não teve a repercussão esperada nas prefeituras do interior do estado.

 

“Sinceramente, eu acho que a ida do ex-prefeito de Jequié para a chapa de oposição não surtiu o efeito que o grupo de lá imaginava”, declarou o senador, adotando um tom de pragmatismo. Wagner ainda ressaltou que a base governista liderada por Jerônimo Rodrigues (PT) também mantinha conversas abertas com o político local, mas que respeita a escolha final. “A gente conversava com ele, conversamos com todo mundo. Ele tomou a decisão dele, está do lado de lá, mas não sei se a aquisição dele como vice foi tão produtiva”, continuou.

 

Para defender sua tese de que o bloco governista preserva amplo favoritismo na região do Médio Rio de Contas, Wagner apresentou dados sobre o alinhamento de lideranças municipais locais. “Aí na região, se não me engano, de 16 prefeituras que integram o território, nós temos o apoio de 14 prefeitos”, rebateu o petista, destacando que a influência de Zé Coca não se traduziu em um desmonte ou em defecções em massa no bloco aliado.

Utilizando uma metáfora esportiva sobre os rumos do embate no estado, o senador preferiu direcionar o foco para as articulações internas de sua própria coalizão de partidos, deixando a formatação dos adversários a cargo do grupo político de ACM Neto. “Eu gosto de dizer que eu monto o meu time. O time de lá quem monta é o adversário. Eles montaram o time de lá, vamos agora para a caminhada eleitoral”, acrescentou.

 

O senador finalizou ressaltando que a resposta definitiva sobre o peso de cada composição partidária será dada exclusivamente pelo eleitorado no primeiro domingo de outubro. “O resultado será conhecido no dia 4 de outubro com a vontade do povo baiano e do povo brasileiro se expressando nas urnas. Vamos trabalhar para a vitória de Jerônimo, de Lula, a minha e a de Rui Costa”, concluiu.

 

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