O Brasil registrou neste domingo a confirmação da primeira morte causada por hantavírus. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), a vítima é um homem de 46 anos, morador da cidade de Carmo do Paranaíba, no Alto Paranaíba. Ainda segundo a pasta, ele teve contato com roedores silvestres em uma área de lavoura.
A morte do homem ocorreu ainda no início do ano. A vítima teria apresentado os primeiros sintomas ainda no dia 2 de fevereiro. Dia depois, ele apresentou novos sintomas, como febre, dor muscular, nas articulações e na lombar, vindo a óbito no dia 8 de fevereiro. A SES-MG destacou que se trata de um caso isolado, sem relação com outros registros da doença no estado.
Dados do Ministério da Saúde apontam que o Brasil registrou 35 casos confirmados de hantavirose em 2025 e sete casos até o mês de abril de 2026. Apenas no ano passado, foram 15 óbitos relacionados com a doença, sendo um neste ano. Na última semana, dois casos foram confirmados no Paraná, em Pérola D’Oeste e em Ponta Grossa. Outros 11 casos estão sendo investigados no estado da região Sul.
Mesmo com a confirmação de casos de hantavírus país, incluindo o óbito confirmado em Minas Gerais, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que não há risco de pandemia da doença e que o Brasil está preparado para atender pacientes infectados com o vírus. Ele comentou sobre a situação durante uma agenda de entregas e inaugurações, entre Porto Alegre e Canoas na sexta-feira, quando apenas dois casos no Paraná haviam sido confirmados.
Padilha reforçou que o vírus é conhecido, não sendo considerado como “algo novo” pela saúde. Além disso, afirmou que o país possui estruturas de referência para atender eventuais pacientes infectados pela doença. O ministro explicou que o hantavírus é uma doença relacionada com a infecção respiratória a partir do contato com urina e fezes de roedores.
“Estamos extremamente preparados, tanto em relação aos casos que não são do Brasil, como os com transmissão aqui. Não existe nenhum alerta de risco de pandemia ou de crescimento dessa infecção. O que estamos registrando está dentro da série histórica”, disse.
O alerta com relação à doença surgiu após casos e mortes registrados em um cruzeiro, que partiu da Argentina em direção a Cabo Verde, na África. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reiterou que o risco do hantavírus para população é mínimo.