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Quatro escolas públicas de Salvador recebem ações do Circuito Liga da Cultura

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A partir desta segunda-feira (16) até o mês de abril, Salvador será a capital do Circuito Liga da Cultura, projeto itinerante que estreou na COP 30, tendo como destaque um caminhão literário e a proposta de atividades que casam conscientização ambiental e incentivo à leitura para estudantes da rede pública em diferentes regiões do Brasil. Realizado pela Rede Educare, com patrocínio da Novelis, líder mundial em laminação e reciclagem de alumínio, por meio da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura e Governo Federal, o projeto passará por quatro escolas da capital baiana.

A programação começa na Escola Municipal Dona Isabel Brandão Vilela (16 a 20 de março), no bairro de Dom Avelar, que atende 245 estudantes do Ensino Fundamental I. Em seguida, o circuito chega à Escola Municipal Dr. Orlando Imbassahy (23 a 27 de março), em São Marcos, com 720 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I.

Já na terceira semana, as atividades acontecem na Escola Municipal Profa. Hilda Fortuna de Castro (30 de março a 2 de abril), em Castelo Branco, envolvendo 133 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I. O encerramento da etapa de Salvador será na Escola Municipal Dr. Roberto Correia (6 a 10 de abril), em Pau da Lima, com 949 estudantes do Ensino Fundamental I e II.

CAMINHÃO LITERÁRIO – Um dos destaques do Circuito Liga da Cultura é o caminhão literário, abastecido com um acervo de 1.200 livros, que dialogam com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), incluindo exemplares em braille e audiobooks, jogos educativos e uma estrutura completa para atividades de leitura ao ar livre que despertam o olhar crítico para questões ambientais. Com um convite à imersão no tema da sustentabilidade, o caminhão será palco de exposições, oficinas criativas e atividades de conscientização, com um tema diferente a cada dia da semana.

“Receber o Projeto Liga da Cultura será uma alegria imensa e uma oportunidade profundamente enriquecedora para toda a comunidade escolar. O projeto incentiva o hábito da leitura, fortalece a consciência ambiental e desperta nos estudantes a compreensão de sua responsabilidade enquanto cidadãos e cidadãs do mundo. A iniciativa dialoga com uma educação viva, participativa e transformadora e com ações que já são realizadas em nossa escola, com o que acreditamos”, avalia a diretora da Escola Municipal Dona Isabel Brandão Vilela, Célia Costa Floriano.

Na avaliação da diretora da Escola Municipal Dr. Orlando Imbassahy, Lucélia Fontes, a iniciativa reforça o papel da unidade como espaço de transformação social. “Para muitas crianças, a escola é o único local de acesso ao capital cultural e esta precisa valorizar a cultura em suas múltiplas faces. Receber o Projeto Liga da Cultura em nossa escola é uma oportunidade de valorizarmos ainda mais a cultura local, mas também de contribuir para a promoção da inclusão social dos nossos alunos e da comunidade com novas experiências e saberes, estimulando o hábito da leitura, a criatividade e refletindo sobre o futuro do planeta”.

UM TEMA PARA CADA DIA – Na segunda-feira, o foco é a Reciclagem, com exposição temática, contação de histórias e oficinas de reaproveitamento de materiais, incentivando práticas ligadas à economia circular. Na terça-feira, o tema é Água, com atividades voltadas ao uso consciente dos recursos hídricos. Já a quarta-feira é dedicada às Energias Renováveis, quando os estudantes conhecem, de forma prática e interativa, diferentes fontes de energia limpa, como energia solar, energia eólica e energia hidrelétrica. Na quinta-feira, os estudantes participam das oficinas Guardiões do Planeta, onde produzem soluções criativas que reforçam atitudes sustentáveis no dia a dia.

A sexta-feira é o momento mais aguardado, marcando a culminância do projeto com o “Você em Ação”. Nesse dia, cada turma apresenta o que aprendeu de mais marcante e compartilha propostas de práticas sustentáveis para o cotidiano escolar, concorrendo a uma premiação. A escola abre as portas para a comunidade escolar, familiares, representantes da Secretaria de Educação e patrocinadores, que acompanham a exposição dos trabalhos e a revelação do projeto destaque, encerrando a semana em clima de celebração e protagonismo estudantil.

Nas escolas com dois turnos, as ações acontecem das 8h50 às 11h30 e das 13h50 às 16h30, repetindo-se nos dois períodos. Já na Escola Municipal Profa. Hilda Fortuna de Castro, que atende turmas em período integral, a programação será adaptada ao formato da unidade, distribuindo os temas entre manhã e tarde ao longo dos três dias de atividades.

Cada vez que deixa uma escola, a Liga da Cultura reconhece a instituição com a bandeira de Escola Sustentável e faz doações de lixeiras para coleta seletiva, 20 livros sobre sustentabilidade, cursos de formação para educadores e uma cartilha de apoio para que os professores deem continuidade às atividades ao longo do ano letivo.

EDUCAÇÃO QUE PLANTA FUTURO – Para Eunice Lima, diretora de Comunicação e Relações Governamentais da Novelis América do Sul, “A iniciativa está totalmente alinhada ao propósito da Novelis, de criar um mundo sustentável, e ao movimento Liga da Reciclagem, idealizado pela Companhia e que propõe uma transformação real no planeta inspirado pela economia circular do alumínio. Por meio da educação, os jovens serão incentivados a práticas mais sustentáveis e pela mobilização para mudanças no cotidiano”. Salvador conta com um centro de coleta de sucata de alumínio da Novelis.

Para Kátia Rocha, idealizadora do projeto Circuito Liga da Cultura, levar a iniciativa para Salvador é uma forma de aproximar os estudantes de experiências educativas que unem leitura, cultura e consciência ambiental. “O projeto foi pensado para que os alunos participem ativamente de atividades culturais práticas, experimentem a leitura de forma mais livre e compreendam, no dia a dia, a importância da reciclagem e do cuidado com o meio ambiente. Acreditamos que quando a escola se transforma em um espaço vivo de cultura, com livros, oficinas, jogos educativos e atividades criativas, os jovens passam a se reconhecer como protagonistas das mudanças que desejam ver em suas comunidades. Educação ambiental, reciclagem e cultura andam de mãos dadas.”

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