O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu a aprovação da anistia “ampla e irrestrita” neste domingo, 7, durante manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, e pediu para que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), paute o projeto. Tarcísio afirmou ainda que não irá aceitar a “ditadura de um poder sobre o outro” e que “um ditador paute o que devemos fazer”, em uma crítica ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
O chefe do Executivo Paulista fez duras críticas ao ministro, a quem se referiu como um “ditador” afirmando que “ninguém aguenta mais a tirania de um ministro como Moraes”.
“Presidente de Casa nenhuma pode conter a vontade da maioria do plenário. Pode conter a vontade de mais de 350 parlamentares. Então, Hugo, vote. Voe a anistia. Deixe a casa decidir. E eu tenho certeza que ele vai fazer isso. Porque trazer a anistia para a pauta é trazer a Justiça. É resgatar o país”, acrescentou Tarcísio
Tarcísio, que é cotado nos bastidores para substituir Bolsonaro nas eleições de 2026, ainda reiterou que o candidato à Presidência será Bolsonaro, que está inelegível. “Essa festa aqui não está completa, porque Jair Messias Bolsonaro não está aqui conosco”, disse.
Ao discursar, o governador questionou se é possível celebrar a Independência sem liberdade e defendeu que não se pode mais ser tímido para defender a democracia, em aceno ao avanço da pauta no Congresso. “Vamos defender isso com toda a força da nossa alma”, afirmou
A ausência do governador na última manifestação, quando passou por um procedimento médico no dia do evento, foi duramente criticada por bolsonaristas. Em um gesto ao bolsonarismo, Tarcísio assumiu o protagonismo das articulações em Brasília para fazer a proposta avançar.
Ainda durante o ato, o governador recebeu o apoio do deputado federal Marco Feliciano (PL), que encerrou seu discurso, no qual pedia o impeachment de Moraes, dirigindo-se ao chefe do Executivo paulista: “Tarcísio, para cima e avante”,
Antes do ato, o governador paulista se encontrou com Michelle Bolsonaro (PL). Os dois são cotados como possíveis sucessores de Bolsonaro na disputa presidencial de 2026. Nos bastidores, aliados defendem a candidatura de Tarcísio e veem com simpatia a formação de uma chapa com Michelle como vice, ressaltando seu apelo entre o entre o eleitorado evangélico e o fato de ser mulher.