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Chuva intensa, estragos na pista, fizeram da BR-324 uma tortura na volta do São João

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Logo no fim da tarde, nuvens carregadas se formaram sobre o centro-sul da Bahia, provocando volume considerável de chuva. Trechos da BR‑324 ficaram alagados, exigindo redução acentuada da velocidade e manobras cuidadosas por parte dos condutores. Em certos pontos, a água cobria toda a pista, reduzindo drasticamente a visibilidade.

🚗 Fluxo desordenado e congestionamento
Com a aproximação da noite, o número de veículos na estrada se intensificou: pessoas voltavam dos arraiás em cidades satélites e, especialmente, da própria Feira de Santana. O aumento do fluxo, em conjunto com os trechos alagados, causou engarrafamentos que se estenderam por vários quilômetros. A sinalização de emergência foi acionada em pontos críticos, mas nem isso evitou a lentidão geral.

⏱️ Uma viagem que durou o dobro
O resultado foi uma viagem que virou o dobro do previsto: o trajeto entre Feira de Santana e Salvador, que normalmente exige menos de duas horas, levou quase cinco horas para ser concluído. Muitos viajantes relataram frenagens súbitas, recalques no asfalto e sobrecarga emocional — “cada quilômetro foi uma eternidade”, desabafou um motorista que seguia com a família.

⚠️ Recomendações das autoridades
A Polícia Rodoviária Federal (PRF-BA) e o Departamento de Infraestrutura de Transportes da Bahia (DER-BA) alertaram os motoristas sobre o risco de aquaplanagem e destacaram a importância de manter os faróis acesos e velocidade reduzida. Técnicos do DER fixaram placas provisórias em pontos críticos e planejam reforçar a drenagem da rodovia nos próximos dias, caso venham ocorrer novas chuvas.

Impacto na rotina pós‑junina
Além do desgaste físico, o atraso afetou a rotina de quem precisava retomar compromissos já na quinta-feira — especialmente quem trabalha cedo ou tem filhos em casa. Escritórios relataram chegadas atrasadas e escolas receberam estudantes exaustos. Muitos optaram por dormir apenas após meia‑noite, apesar de estarem a poucos minutos de casa.

O que mudou e o que pode melhorar
Item Situação Atual Possível Solução
Drenagem Insuficiente em trechos propensos a alagamentos Reforço estrutural e manutenção regular
Sinalização Limitada em momentos críticos Instalação de placas alertando alagamentos e velocidade reduzida
Fiscalização e apoio Presença policial dificultada pela pista inundada Postos de apoio móvel e brigadas de emergência
Informação ao público Alertas pontuais por rádio e redes sociais Painéis de mensagem variável ao longo da rodovia

A combinação de chuvas intensas e congestionamento na noite de quarta-feira impactou fortemente o retorno dos festejos juninos. A experiência mostrou a fragilidade da infraestrutura em enfrentar eventos climáticos extremos e deixou claro que ações preventivas — como melhoria da drenagem e comunicação em tempo real — são fundamentais para evitar que uma simples viagem vire uma maratona.

Chuva e trânsito travado marcam retorno de feriadão na BR-324; viagem Feira-Salvador levou quase cinco horas

Quem pegou a estrada na noite da quarta-feira (25), após curtir os festejos juninos no interior baiano, enfrentou uma verdadeira maratona de paciência na BR-324. O trecho entre Feira de Santana e Salvador, que normalmente é percorrido em cerca de 1h50, chegou a registrar viagens de até cinco horas devido ao trânsito congestionado e à forte chuva que caiu ao longo da rodovia.

A combinação entre o retorno em massa após o feriadão de São João, o grande volume de veículos e as condições climáticas adversas tornou o percurso um desafio para os motoristas. De acordo com relatos de quem estava na estrada, havia longos trechos com lentidão, principalmente nas imediações de Amélia Rodrigues e no acesso à capital baiana.

“Saí de Feira por volta das 18h e só cheguei em Salvador depois das 23h. Chovia muito e a estrada estava parada em vários pontos. Nunca peguei um retorno tão complicado assim”, contou a senhora Maria Lúcia Ferreira, que viajava com a família.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que intensificou a fiscalização no trecho, mas destacou que não houve registro de acidentes graves no horário, apesar do mau tempo. A corporação orienta os condutores a redobrarem a atenção em períodos de grande movimentação, especialmente sob chuva, quando aumenta o risco de acidentes.

Além da chuva e do fluxo intenso, obras em determinados pontos da via também contribuíram para a lentidão. Motoristas reclamaram da falta de sinalização adequada e da ausência de alternativas para escoar o tráfego.

O cenário vivido nesta quarta-feira reforça a necessidade de planejamento para evitar horários de pico e alerta para a importância da manutenção preventiva dos veículos, sobretudo em períodos de chuvas e longas viagens.

Foto: O Globo

 

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